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ame arquitetura | November 15, 2019

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Entrevista com o arquiteto Indio da Costa

Entrevista com o arquiteto Indio da Costa
amearquitetura
Aline Araujo

Luiz Eduardo Indio da Costa

Entrevistamos o arquiteto Luiz Eduardo Indio da Costa, em seu maravilhoso edifício integrado a natureza, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Em nossa conversa, pudemos perceber a arquitetura, o olhar de um arquiteto com mais de 50 anos de profissão e entender mais sobre a profissão, a arte que envolve, o sentimento de promover melhorias… E nos apaixonar ainda mais pela arquitetura, pelo desenvolvimento das cidades, pelo design dos nossos móveis e objetos e também pela maneira que nos deslocamos pela cidade, através dos transportes. Gostamos muito dessa junção de áreas e necessidades em um só lugar, que é o Indio da Costa A.U.D.T. porque podemos entender melhor como tudo se encaixa e o próprio desenvolvimento do projeto se dá de forma mais completa!! 

Formado em 1960, pela Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), e em meio a uma transformação social e política acontecendo no país, Indio da Costa privilegia o amor a natureza, principalmente da paisagem carioca, foi influenciado pela Bossa Nova, pela criatividade de Niemeyer, pelas referências históricas de Lucio Costa, pelos projetos e técnicas de Reidy, pelos conceitos de brasilidade, inovações estruturais e futurológicas de Bernardes. Com toda esta bagagem, Indio se destaca e se torna um dos grandes arquitetos e urbanistas brasileiros, sendo o primeiro arquiteto a receber, em 2006, o prêmio Comenda Niemeyer do Instituto de Arquitetos do Brasil.

 

Suas obras encantam pela integração de ambientes, pelo pensamento no bem estar de quem vivência o projeto executado, a consciência sobre o local onde esta implementando algo definitivo e que vai marcar a vida de muitas pessoas. É o autor de projetos como o da Orla Rio, Rio Cidade Leblon, Colégio Veiga de Almeida, Sesc, INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia), Revitalização do Pier Mauá, MIS (Museu da Imagem e do Som), entre inúmeros projetos comerciais e residenciais e concursos como o do Centre Georges Pompidou, Expo Sevilha e Rio Marina da Glória.

A conversa foi no próprio escritório de Indio, na sala de reunião do arquiteto, em meio a árvores de grande porte, de onde se pode ver toda a produção da Indio da Costa A.U.D.T.. Ficamos lisonjeadas por poder ter em nosso blog uma entrevista informal, didática e enriquecedora com um dos grandes arquitetos do Brasil.

 

Fachada Indio da Costa AUDT

Fachada Indio da Costa AUDT

 

a´me:  Indio, o que foi determinante para você escolher a profissão de arquiteto?

Indio: Na verdade eu não escolhi… Foi por eliminação, gostava de artes, de musica, de cinema, de artes plásticas, então querendo profissionalizar isso na época me pareceu mais razoável fazer a faculdade de arquitetura ou artes plásticas, e acabei optando pela arquitetura (ainda bem, né gente!!). E depois com o tempo fui me apaixonando mais pela arquitetura… Quando começei foi mais por intuição, não sabia exato o que queria. Minhas netas hoje, por exemplo, estão com dificuldade de escolher qual profissão seguir, até porque existem muitas opções. Vejo também os jovens se direcionado para profissões que tenham muito retorno financeiro. Mas o mais importante, antes qualquer coisa é fazer algo que se goste, porque é o que faremos para o resto da vida, e se você faz o que gosta, acaba tendo mercado.

a´me: Quais são as qualidades indispensáveis para ser um bom arquiteto?

Indio: Eu acho que precisa ter paixão pela profissão, e muita dedicação, empenho, suor. Mas basicamente precisa gostar muito. Nao tem muito mistério. Estou formado há 50 anos e a evolução é constante, hoje é muito importante a sustentabilidade na nossa profissão. Cada cultura muda essa visão do reaproveitamento, na Europa são preocupados com essa questão, já nos Estados Unidos é mais difícil porque a maioria dos produtos são descartáveis, não se conserta muita coisa…

a´me: Durante a sua trajetória, você fez inúmeros projetos como Inmetro, Colégio Veiga de Almeida, Sesc da Barra e de Madureira, Orla Rio, Museu da Imagem e do Som, inúmeras residências.. Qual dos projetos que já fez ao longo da sua carreira que, para você, foi o mais desafiador?

Indio:  Um projeto é sempre desafiador e cada projeto é um novo desafio. A beleza da profissão é justamente essa, não se pode sentar e dizer “está resolvido” porque aí surge um outro projeto, até mesmo nos pequenos você tem que criar soluções, e isso eu sinto como um desafio. Existe a vontade natural de se superar um pouco a cada projeto. Todos os projetos são um desafio.

 

INMETRO

INMETRO

 

a´me: Mas o Inmetro é um projeto grande por exemplo, com exigências diferenciadas…

Indio: Um projeto grande tem uma responsabilidade maior, já tem uma abrangência social muito grande, mas uma casa pode ser uma pequena obra de arte/arquitetura. Acho que não é o tamanho do projeto proporcional ao desafio dele, não.

 

a´me: Como você definiria seu estilo, sua linguagem arquitetônica?

Indio: Olha… eu faço arquitetura, e não sou critico, então prefiro que analisem meu trabalho… Eu sei que o nosso trabalho, e aqui (no escritório dele) se pode ver muito bem isso, que é um escritório muito ligado a natureza, muito voltado para uma integração maior entre interior e exterior, você vendo aqui onde estamos, não sabemos se estamos dentro ou fora , não sei bem… Então é aquela coisa que possivelmente em países mais frios, não poderia ser feito pela questão da temperatura. Aqui no Brasil temos essa possibilidade. Agora, evidentemente é um estilo de arquitetura atual, com recursos atuais. A arquitetura é sempre testemunha de uma época (adorei isso!!! É perfeito!), então a gente procura fazer uma arquitetura atemporal porque a arquitetura não é igual a um vestido que você pode trocar a qualquer momento, é algo mais definitiva, porém tem um compromisso com a época e com o local em que é feita. É basicamente isso.

 

"Sala de reunião"

“Sala de reunião”

 

a´me: O projeto Orla Carioca foi apresentado em 1998, mas demorou a começar a ser realizado… Qual foi o motivo dessa demora?

Indio:  É um somatório de coisas, os quiosques da orla não são feitos com dinheiro público, é através de iniciativa privada. Existe a Empresa Orla Rio. Outro motivo é por ser uma obra complicada, com alguns fatores de impedimento. Primeiro porque a idéia era que os quiosques fossem apenas construídos no inverno, agora já temos alguns sendo construídos no verão, para acelerar um pouco… Segundo porque, ao cavar, e nem tanto em Copacabana, mas sim em Ipanema e Leblon, encontrava-se muitas tubulações de esgoto e instalações, dificultando a implementação dos banheiros no subsolo, o que eu acho essencial para não impedir a vista do mar. Terceiro pelos licenciamentos ambientais, que costumam ser demorados. E quarto pela verba para a realização. É difícil porque não se pode fazer todos os quiosques ao mesmo tempo, fechando o acesso a praia. É uma pena, porque ficamos ansiosos.

a´me: O projeto da Orla Rio foi pensado há quase 15 anos atrás, e é muito atual, contemporâneo…

Indio: Nós procuramos fazer um projeto que sobreviva ao tempo, ninguém vai fazer um projeto para quiosques em Copacabana que tenha que mudar daqui a 10 anos, então sendo um projeto que ganhamos a licitação com a Orla Rio na década de 90, tivemos essa preocupação em fazer algo que fosse durar.

a´me: Existe algum dos seus projetos que você faria de forma diferente?

Indio: Eu não tenho muito esse tipo de arrependimento, porque eu acho que nas circunstâncias em que eu fiz aquele projeto, eu dei o máximo de mim para poder faze-lo. Naquele momento o meu limite era aquele, e faço o máximo que posso enquanto estou projetando para não me arrepender depois. Dou o máximo de mim, isso é importante.

 

Projeto para o MIS (museu da imagem e do som)

Projeto para o MIS (museu da imagem e do som)

 

a´me: Como é seu processo de criação? Através de uma idéia, um croqui, uma inspiração?

Indio: O processo de criação é uma coisa muito individual, no meu caso específico, eu procuro partir de um raciocínio muito “careta”, porque antes de propor qualquer coisa, faço uma coleta, análise e diagnóstico de dados e aí eu começo a propor. Depois que se digere todos esses dados de local, insolação, dominância de ventos, os interesses comerciais, os objetivos do contratante, e a parte técnica que pode existir, porque existem projetos que envolvem toda uma tecnologia, como o Inmetro, são laboratórios, especialidades… Uma das dificuldades que eu tenho um pouco é conter a ansiedade de sair dando solução. Partir de uma solução para mim não resolve, porque eu penso que a arquitetura parte de dentro para fora e não o contrário, entendeu… É diferente de uma escultura ou mesmo do design, que é feito de fora para dentro. Hoje em dia, os grandes arquitetos do mundo são muito pela forma, pode-se ver os projetos da Zaha Hadid, vê que 90% é forma e faz muito sucesso. Já outros, como o Renzo Piano, concilia a forma e função, e na minha opinião é uma arquitetura mais correta. Mas vendo o Frank Gehry, Peter Eisenman e a própria Zaha Hadid partem sempre do exterior. O meu tipo de formação, talvez tradicionalista, parte sempre do interior.

 

Residência em Cotia

Residência em Cotia

a´me: O Niemeyer também é um exemplo de arquitetos que projetam pela forma…

Indio: Ele era completamente formal, mas depois temos que “nos virar” para organizarmos o interior, é menos funcional. Esse casamento forma e função, este equilíbrio, é um equilíbrio entre raciocínio e emoção, se treina isso, desenvolve essa preocupação. Há projetos que, pelo tema, se pode ser mais emotivo, onde a função é menor, como uma capela, um monumento. A função em si é menor. Mas há projetos tecnológicos onde a função é dominante.

 

a´me: Qual o seu sentimento ao ver suas obras concluídas?

Indio: Eu fico muito feliz… Mas não sou voltado para o que fiz não, minha paixão é a próxima obra, nunca a anterior.

 

a´me: O que mudou na arquitetura de umas décadas para os dias de hoje?

Indio: Eu acho que a arquitetura se enriqueceu enormemente, acho que o instrumental, a informática deu a profissão mais possibilidade, ja que a arquitetura trabalha com planejamento e antecipa uma solução. E hoje, com a tecnologia, nós temos uma capacidade de visão do objeto arquitetônico muito maior que havia a 30 anos atrás. Se levava 15 dias fazendo uma perspectiva e esta era de um ângulo só… Hoje temos o 3D, se enxerga por baixo, por cima, se pode caminhar pelo projeto, então o projeto e a apresentação ganharam muito em qualidade. Antes se pensava em 3D, projetava em 2D para então realizar o projeto. Hoje podemos já projetar em 3D.

 

Apresentação VLT (veiculo leve sobre trilhos) para o Rio de Janeiro

Apresentação VLT (veiculo leve sobre trilhos) para o Rio de Janeiro

a´me: Nós temos um grande problema no Brasil que é a falta de mão de obra qualificada. Como o seu escritório lida com isso?

Indio: Temos sim a enorme falta de mão de obra qualificada, e gente extremamente bem qualificada em todas as áreas, embora sejam poucos. Temos essa falta desde o básico, porque quem não sabe fazer nada acaba como servente na obra, aprende mais um pouco e vira o pedreiro. Se interessa mais, e se torna encarregado. Então a formação básica é realmente muito deficiente e espero que melhore. Para a arquitetura, no escritório temos uma equipe muito boa, hoje os jovens possuem muita flexibilidade e eu gosto muito de trabalhar com eles. Porque eles tem a possibilidade de ter uma formação muito ampla, e quando o jovem é alteando, tem o mundo à disposição, com as possibilidades da internet. E geralmente aqui no escritório, entra como estagiário e termina ficando como arquiteto.

 

Entrada

Caminho para a entrada do escritório da Indio da Costa A.U.D.T.

a´me: Quais tendências você poderia apontar para os próximos 10 anos?

Indio: Estão sendo feitas descobertas inacreditáveis em evolução como melhorias na refrigeração, eletricidade, e em breve tudo será em wire-less. Hoje achamos perfeitamente normal apertar um botão e acender a luz, mas foi uma grande revolução na época. Mas as tecnologias não podem nos dominar, nós é que temos que dominar a tecnologia. Dentro do urbanismo eu diria que existe uma tendência muito forte no campo da mobilidade urbana para dar preferência aos pedestres. O automóvel tomou conta das cidades, e hoje não é mais uma solução, virou um problema. É uma pena que o Rio de Janeiro esteja tão atrasado em relação ao transporte coletivo, até porque o governo incentiva isso tirando o IPI dos carros… Los Angeles é uma cidade basicamente viária e é desagradável, tudo tem que ser feito de carro. Cidades humanas, como Paris, promovem mais o andar, o encontrar, privilegia o pedestre. A arquitetura e o urbanismo da Barra deixaram a desejar, mas formularam bolsões de pedestres, como o Shopping Downtown, tem uma proposta de vilage. O que tem mais possibilidade de mudança são os revestimentos para dar o acabamento e a tecnologia, a estrutura ainda continua mais básica, ainda se usam os mesmos materiais.

 

a´me: Ao contrário de quando se começou a usar o concreto armado, que foi uma revolução… O Niemeyer, Lucio Costa usaram muito no início do século passado…

Indio: O Niemeyer foi o primeiro arquiteto (talvez até a nível internacional) que percebeu que o concreto não precisava ser retilíneo, ele podia ser curvo. Até então, nem mesmo Le Corbusier. A Capela de Ronchan (de Le Corbusier em 1950) tinha cobertura de concreto curvo e tal, mas o Niemeyer foi o primeiro a usar o concreto armado como material moldável. Mas na verdade não era um material novo, ele que conseguiu interpretar de maneira nova um material já conhecido.

 

a´me: Qual foi o pedido mais inusitado de um cliente?

Indio: Hahahahaha, o mais inusitado que tive, que me ocorreu agora foi um cliente que pediu para colocar dois vasos sanitários, lado a lado, no banheiro. Teve um outro que o cliente tinha uma preocupação com sua privacidade, porque ele gostava de ficar a vontade em casa, sem roupas.

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Rio Cidade Leblon

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Praça no Rio Cidade Leblon

 

a´me: Seu escritório, na nossa opinião, foi pioneiro no segmento arquitetura + design. Unindo essas duas frentes, os projetos ficam mais arrojados e integrados. Sendo assim os projetos são mais completos, como é feito isso na produção dos projetos e produtos?

Indio: Quando o Guto, meu filho, se formou, ele entrou para o escritório e a parte do design passou a ser feita e hoje somos Indio da Costa A.U.D.T. (Arquitetura, Urbanismo, Design e Transportes). Os projetos integrados que mais temos feito são os urbanísticos, daí temos os postes, lixeiras no Leblon, os quiosques na Orla, a parte de arquitetura. Agora estamos trabalhando para Búzios também, então entra arquitetura e design, além de bancos, objetos para uso público. Já nos projetos de arquitetura, inserimos os trabalhos de design, por exemplo maçanetas, ventiladores, como complemento. O projeto é melhor, claro.

 

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Bancos com design da Indio da Costa A.U.D.T.

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Recorte dos acessos para cadeirantes no Rio Cidade Leblon, com design Indio da Costa A.U.D.T.

a´me: Como sua equipe se divide? São segmentos focados em cada área (comercial, residencial, urbanismo, design…) ou todos participam de todos os projetos?

Indio: Todo mundo sabe, participa e acompanha todos os projetos. Agora, tem arquitetos que se voltam mais para o comercial, outros mais afeitos a projetos urbanos, outros a residência, interiores. A parte de interiores fazemos também com a minha mulher, Ana Maria (Indio da Costa). Mas depende do arquiteto. Quando surge um projeto eu que determino qual arquiteto vai pegar, pelas características do projeto e o perfil do arquiteto. Mas depende do arquiteto, eu gosto de coloca-los para fazer em todas as áreas para que não fiquem rotulados, as pessoas são multifacetadas e não precisam ficar a vida inteira trabalhando apenas com uma área. Normalmente as pessoas gostam de fazer determinada especialidade, embora tenham várias qualidades.

 

a´me: Atualmente o Brasil está passando por um momento de muitas transformações, principalmente urbanísticas e arquitetônicas. O que vai modificar no Rio de Janeiro nesta preparação para a Copa do Mundo e Olimpíadas?

Indio: O Rio vai ter uma revolução. No momento a cidade esta na mesa de operações, de “barriga” aberta e com tudo acontecendo ao mesmo tempo. Levando o metrô ate a Barra da Tijuca, fechando vias, demolindo a Perimetral, tudo isso acontece ao mesmo tempo, é um momento difícil e a cidade está muito desconfortável, e a pior coisa é a mobilidade urbana, o tráfego está horrível, e isso tudo vai melhorar, é preciso paciência. Foi inteligente a reversão de valores, e a valorização da área portuária, que tem uma estrutura muito boa no centro da cidade e estava abandonada. O metrô para a Barra é muito importante. Eu participei de um projeto que acho também importante, através de uma carta/concurso internacional, que é o projeto da Marina da Glória, mas agora com a oscilação do Eike Batista não sei exatamente o que vai acontecer.

 

Projeto para a Marina da Glória

Projeto para a Marina da Glória

 

O arquiteto já escreveu o livro “Indio da Costa” (2004) pela editora Casa da Palavra. Escreveu também “Cartas a um jovem arquiteto”, sua mulher, Ana Maria Indio da Costa escreveu “Cartas a um jovem decorador”. “Cartas a um jovem político” foi escrito pelo ex presidente FHC, “Cartas a um jovem cirurgião”, foi escrito pelo Pitanguy, “Cartas a um jovem artista”, foi escrito pela Marília Pera. Todos pertencentes a série “Cartas a um jovem estudante” mostrando o perfil de cada profissão.

Livro a ser lançado em 2014

Livro a ser lançado em 2014

 

 

Indio também nos contou que vai lançar em 2014 um novo livro, com projetos novos. Assim que soubermos a data de lançamento do livro, colocaremos na nossa agenda. Aprendemos muito na hora em que passamos com Indio, além de ser um arquiteto e urbanista completo, é uma pessoa muito calma, que passa tranquilidade e bem estar, assim como suas obras. Vamos terminar essa entrevista com uma frase que está no livro de Indio e também adesivada na parede de seu escritório:

” Quando eu senti a emoção de entrar no espaço místico de uma catedral gótica, não tive dúvidas de que queria dedicar a minha vida a participar desse processo tão especial de transformação de um monte de pedra e vidro em algo tão comovente, eterno e definitivo”.

Luiz Eduardo Indio da Costa

 

 

 

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